Manifestações contra a inflação no país começaram no fim de dezembro e são fomentados pela crise econômica e crescente repressão policial
O príncipe herdeiro exilado do Irã, Reza Pahlavi, convocou os manifestantes a voltarem às ruas nesta sexta-feira (9), após a décima segunda noite de protestos na quinta-feira (8), que começaram depois que as autoridades cortaram a internet e as linhas telefônicas.
Em uma publicação na rede social X, ele pediu aos iranianos que “se juntassem a seus compatriotas na noite de sexta-feira” para que a “capacidade do regime de reprimir seja ainda menor”.
Os protestos começaram no final de dezembro devido à crescente inflação e à queda vertiginosa da moeda e, desde então, se espalharam por todo o país à medida que cresce a indignação com a crise econômica e a repressão policial.
Pahlavi, filho do último xá do Irã, que reside nos Estados Unidos e foi deposto na Revolução Islâmica de 1979, que levou o atual regime ao poder, é uma das principais figuras da oposição iraniana.
Embora não esteja claro o quanto de apoio ele tem no país, pelo menos alguns dos manifestantes pareceram atender ao seu apelo na quinta-feira (8).
Um dos slogans gritados pelos participantes da marcha era: “Esta é a última batalha, Pahlavi retornará”, segundo vídeo analisado pela CNN.
Em uma publicação separada na rede social X, Pahlavi agradeceu ao presidente Donald Trump “por reiterar sua promessa de responsabilizar o regime”.
O príncipe exilado se referia à ameaça repetida de Trump de atacar o Irã caso as forças de segurança matassem manifestantes, e pediu que outros líderes seguissem o exemplo.
“É hora de outros, incluindo os líderes europeus, seguirem seu exemplo, romperem o silêncio e agirem com mais firmeza em apoio ao povo iraniano”, escreveu ele.
Análise: Protestos no Irã geram pressão no regime do país | HORA H